
O Inverno está aí. Já se deram conta? Sim? Então pertencem à categoria, das duas uma, das gajas más ou das gajas mais ou menos, em discurso oral: “ah”… Passo a explicar, com uma breve definição do que é considerado hoje em dia uma gaja boa. Gaja boa: rapariga bem constituída, ou seja que use um trinta e oito de soutien e tenha um rabiosque à brasileira adulta ou não, que gosta de mostrar os seus atributos físicos, independentemente da estação do ano em que se encontra, usando roupas minúsculas e atractivas, provocando no sexo oposto um acto condicionado e consequente salivação. Depois de ler esta definição, de certeza que já se situou quanto à sua categoria, provocando em si uma grande euforia se se inclui na categorias das boas, e uma grande desilusão se se apercebeu que faz parte das “ah” e ainda uma enorme apatia se se inclui na categoria das más.
Baseei-me neste tema devido ao facto de todos os dias me confrontar com situações no meu ponto de vista, absurdas e até incompreensíveis. Ainda há dias me deparei com uma miúda, não deveria ter mais que quinze anos de idade, que esperava o mesmo autocarro que eu, trazendo vestido umas calças de ganga e uma camisola minúscula mostrando a barriga e parte do peito. Tendo como principal agasalho um daqueles casacos super-fashion que só tapam parte das costas e o peito à frente. Isso não seria nada de anormal se não estivessem cerca de 0 graus. Mas a jovem tentava disfarçar a tremura dos dentes com um soprar forte nas luvas que trazia. Esperem, afinal estou enganada, a jovem estava bastante agasalhada. Trazia luvas e por sinal, muito bonitas, perante isto peço desculpa pelo meu erro.
Mas o essencial é tentarmos perceber o porquê de tantas e tantas jovens se sacrificarem em prol de um corpo perfeito e vistoso. Será que vale a pena apanhar pneumonias, na esperança de receber uns bons piropos, incluindo dos trolhas, grandes especialistas na matéria?
A sociedade hoje em dia tem alguma culpa neste assunto. Cada vez mais a moda se foca em torno da beleza, do culto do corpo, desvalorizando o lado humano da pessoa. E cada vez mais se incute a ideia nos jovens, de que um corpo perfeito e atraente é meio caminho andado para uma vida de sucesso onde a sorte nos bate à porta…ou melhor, no corpo. Os valores familiares são trocados pelo aspecto socialmente aceitável e os de cidadania pelos do prazer. A solidariedade é pensada em moldes atractivos levando o comum mortal a oferecer um pouco de si para seu próprio prazer e não para favorecer o próximo nos aspectos desfavorecidos.
“ O sedutor de outros tempos é o repulsivo de qualquer dia”, esta frase faz-nos pensar se realmente valerá a pena escravizarmo-nos a um corpo que a nós não nos pertence e que um dia abandonaremos. Será que vale a pena vulgarizarmo-nos de tal forma, a ponto de qualquer dia não sabermos o que é ter valores e princípios?!
Baseei-me neste tema devido ao facto de todos os dias me confrontar com situações no meu ponto de vista, absurdas e até incompreensíveis. Ainda há dias me deparei com uma miúda, não deveria ter mais que quinze anos de idade, que esperava o mesmo autocarro que eu, trazendo vestido umas calças de ganga e uma camisola minúscula mostrando a barriga e parte do peito. Tendo como principal agasalho um daqueles casacos super-fashion que só tapam parte das costas e o peito à frente. Isso não seria nada de anormal se não estivessem cerca de 0 graus. Mas a jovem tentava disfarçar a tremura dos dentes com um soprar forte nas luvas que trazia. Esperem, afinal estou enganada, a jovem estava bastante agasalhada. Trazia luvas e por sinal, muito bonitas, perante isto peço desculpa pelo meu erro.
Mas o essencial é tentarmos perceber o porquê de tantas e tantas jovens se sacrificarem em prol de um corpo perfeito e vistoso. Será que vale a pena apanhar pneumonias, na esperança de receber uns bons piropos, incluindo dos trolhas, grandes especialistas na matéria?
A sociedade hoje em dia tem alguma culpa neste assunto. Cada vez mais a moda se foca em torno da beleza, do culto do corpo, desvalorizando o lado humano da pessoa. E cada vez mais se incute a ideia nos jovens, de que um corpo perfeito e atraente é meio caminho andado para uma vida de sucesso onde a sorte nos bate à porta…ou melhor, no corpo. Os valores familiares são trocados pelo aspecto socialmente aceitável e os de cidadania pelos do prazer. A solidariedade é pensada em moldes atractivos levando o comum mortal a oferecer um pouco de si para seu próprio prazer e não para favorecer o próximo nos aspectos desfavorecidos.
“ O sedutor de outros tempos é o repulsivo de qualquer dia”, esta frase faz-nos pensar se realmente valerá a pena escravizarmo-nos a um corpo que a nós não nos pertence e que um dia abandonaremos. Será que vale a pena vulgarizarmo-nos de tal forma, a ponto de qualquer dia não sabermos o que é ter valores e princípios?!
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